Van Hattem e Camozzato acionam Conselho Nacional do Ministério Público para garantir investimento de R$ 27 bilhões no RS

“Entramos com essa representação porque não podemos admitir que interferências indevidas ameacem um investimento estratégico e que terá grande impacto para o Rio Grande do Sul. Estamos falando de um investimento histórico, que gera empregos, impulsiona o desenvolvimento econômico e respeita a sustentabilidade ambiental. Nosso compromisso é enfrentar abusos e assegurar que iniciativas desse porte avancem com base na lei e na segurança jurídica”, afirma Marcel.
16 de abril de 2026

Conselho notificou MPF para que preste esclarecimentos sobre suspensão do licenciamento

O deputado federal Marcel van Hattem (NOVO-RS) e o deputado estadual Felipe Camozzato (NOVO-RS) entraram com uma representação junto ao o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) questionando a atuação da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul em relação ao Projeto Natureza, empreendimento da multinacional chilena CMPC estimado em R$ 27 bilhões, o maior investimento da história do estado.

A partir da representação apresentada pelos parlamentares, o CNMP instaurou um Procedimento de Controle Administrativo e determinou a notificação da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul para que preste esclarecimentos no prazo de até cinco dias sobre a recomendação de suspensão do processo de licenciamento ambiental.

A decisão, assinada pelo conselheiro relator Edvaldo Nilo, aponta a necessidade de instrução prévia antes da análise do pedido liminar feito pelos deputados, que solicitam a suspensão das recomendações e a interrupção de novas medidas que possam interferir no andamento do projeto sem base legal clara.

A ação tem como alvo recomendações expedidas pelo procurador da República Ricardo Gralha Massia no processo que acompanha o licenciamento do projeto. Segundo os parlamentares, essas recomendações vêm impondo exigências que não encontram respaldo na legislação. Entre os principais pontos questionados estão a interpretação de que comunidades indígenas teriam poder de veto sobre o projeto, a ampliação da obrigatoriedade de consulta para áreas de influência indireta, além do que prevê a legislação, e a imposição de condicionantes não previstas em normas ambientais ou na Convenção 169 da OIT. Na avaliação dos deputados, essas medidas configuram abuso de poder e geram insegurança jurídica.

“Entramos com essa representação porque não podemos admitir que interferências indevidas ameacem um investimento estratégico e que terá grande impacto para o Rio Grande do Sul. Estamos falando de um investimento histórico, que gera empregos, impulsiona o desenvolvimento econômico e respeita a sustentabilidade ambiental. Nosso compromisso é enfrentar abusos e assegurar que iniciativas desse porte avancem com base na lei e na segurança jurídica”, afirma Marcel.

Já Felipe Camozzato destacou o impacto social do projeto, especialmente para regiões mais carentes do estado:

“A metade sul do Rio Grande do Sul tem um enorme potencial produtivo e precisa de mais oportunidades para crescer e atrair investimentos. Esse projeto se encaixa exatamente nesse contexto. É um investimento estruturante, com capacidade real de dinamizar a economia regional. Estive na Barra do Ribeiro e encontrei uma comunidade mobilizada e confiante na concretização do empreendimento. Por isso, é essencial que as decisões sejam tomadas com responsabilidade, porque estamos diante de um projeto com impacto relevante para todo o estado.”

O Projeto Natureza contempla investimentos industriais e logísticos em municípios como Barra do Ribeiro, Eldorado do Sul, Guaíba e Rio Grande, com estimativa de cerca de 12 mil empregos diretos durante a fase de obras e milhares de postos permanentes após a operação.

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“O Alexandre de Moraes não me cala. Nunca me calou e não vai me calar hoje. O Brasil é um país que não se cala. Lula voltou ao poder, tentaram nos calar, teve gente que se amedrontou, teve gente que foi presa, inclusive, dois símbolos dessa injustiça que eu preciso citar hoje, Filipe Martins e Jair Messias Bolsonaro. Duas pessoas que não se dobraram à injustiça, representando milhares e milhares de brasileiros perseguidos. Mas nós estamos neste 7 de Setembro, Dia da Pátria, reunidos em Porto Alegre, pra dizer que o tempo deles está acabando. O Brasil vai se libertar. Nós somos os verdadeiros donos do Brasil”, afirmou Marcel.