”Se esse país fosse sério, o ministro Carlos Lupi já teria sido demitido”, diz Marcel van Hattem sobre fraude no INSS

“Dona Ezimar é apenas uma das seis milhões de vítimas. É um escândalo grotesco, cometido contra aposentados, idosos e pessoas com deficiência. E o ministro segue sentado na cadeira. Isso é inaceitável”
29 de abril de 2025

Em audiência na Câmara dos Deputados, na terça-feira (29), com a presença do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, o deputado federal Marcel van Hattem (NOVO-RS) cobrou a demissão de Lupi após a revelação do escândalo bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Ao questionar o ministro, Van Hattem ressaltou que o próprio Lupi disse, em entrevista à imprensa, que tinha conhecimento das fraudes e, mesmo assim, foi omisso.

“Se esse país fosse sério, a única coisa que poderia acontecer era a demissão ou o pedido de demissão do ministro Carlos Lupi”, afirmou o deputado, apontando que mais de R$ 2,6 bilhões foram desviados em 2023 por meio de cobranças não autorizadas — quase a metade de todo o valor desviado entre 2019 e 2024.

Durante sua fala, Van Hattem citou o caso da aposentada Ezimar, que sofre de câncer e teve cerca de R$ 80 descontados indevidamente por mês, mesmo tendo denunciado o fato há quase dois anos. Segundo relato de Ezimar, ela procurou uma agência do INSS, que disse que não havia o que fazer. “Ela não consegue mais comprar seus remédios. Isso é desumano”, declarou.

O parlamentar também criticou a tentativa de Carlos Lupi de atribuir a responsabilidade ao governo anterior. “Não, ministro! Não foi dessa forma, com essa magnitude e com o senhor sabendo do problema, que isso aconteceu antes. Isso é inédito”, rebateu Van Hattem, referindo-se ao aumento exponencial das fraudes durante o governo Lula.

Diante do escândalo, Van Hattem anunciou que o partido NOVO protocolou um projeto de lei para garantir maior fiscalização nos convênios com entidades que realizam descontos nos benefícios e pediu auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).

“Dona Ezimar é apenas uma das seis milhões de vítimas. É um escândalo grotesco, cometido contra aposentados, idosos e pessoas com deficiência. E o ministro segue sentado na cadeira. Isso é inaceitável”, concluiu.

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“Em Brasília, infelizmente, muitas vezes primeiro se garante o recurso para depois aparecer um projeto. Aqui no Hospital São Lucas é diferente: existe seriedade, planejamento e compromisso com a vida. Por isso tenho tranquilidade em destinar recursos que chegam na ponta, salvam vidas e fazem a diferença para milhares de gaúchos atendidos pelo SUS. Hoje, sinceramente, quem merece os parabéns é esta instituição e todos os profissionais que dedicam a vida ao próximo”, afirmou Marcel.