Parlamentares do Novo contestam aumento do IOF e propõem sustação de decreto presidencial

"O governo Lula aumenta despesas, como fez esta semana ao reajustar salários de servidores, e depois manda a conta para a população com aumento de imposto por decreto. O IOF tem finalidade extrafiscal, não é instrumento para fazer caixa. Vamos trabalhar para que o PDL seja pautado já na próxima semana e suste esse abuso."
23 de maio de 2025

A bancada de deputados federais do Novo liderado por Marcel van Hattem (Novo-RS) protocolou nesta sexta-feira (23) um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que visa sustar os efeitos do Decreto nº 12.466/2025, publicado recentemente pelo Poder Executivo. O decreto em questão aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o que, segundo os parlamentares, foi feito com finalidade meramente arrecadatória e em desacordo com os princípios constitucionais.

“O governo Lula aumenta despesas, como fez esta semana ao reajustar salários de servidores, e depois manda a conta para a população com aumento de imposto por decreto. O IOF tem finalidade extrafiscal, não é instrumento para fazer caixa. Vamos trabalhar para que o PDL seja pautado já na próxima semana e suste esse abuso”, enfatizou Marcel van Hattem, líder do Novo na Câmara.

Na justificativa do PDL, os autores acusam o Executivo de usurpar competência privativa do Congresso Nacional ao utilizar um tributo de natureza extrafiscal — como é o caso do IOF — como instrumento de arrecadação ordinária. “O brasileiro não suporta mais aumento de impostos”, destacam os parlamentares no texto.

Os deputados alegam ainda que a medida viola os princípios da anterioridade tributária e da noventena, ferindo o direito ao planejamento financeiro por parte dos contribuintes. Além disso, criticam a ausência de fundamentação técnica que justificasse a mudança nos parâmetros do IOF, que normalmente deveria ser usado para regular o mercado financeiro em contextos excepcionais, como crises de liquidez ou instabilidade cambial.

Para os autores do projeto, o aumento repentino do IOF compromete a previsibilidade jurídica e eleva o custo de operações essenciais para a economia nacional, como crédito, seguros e transações cambiais. “Trata-se de um aperto fiscal disfarçado de política regulatória, incompatível com a boa governança macroeconômica”, diz o documento.

Além de Marcel, assinam o PDL os deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Gilson Marques (Novo-SC), Luiz Lima (Novo-RJ) e Ricardo Salles (Novo-SP), que pedem apoio dos demais parlamentares para restaurar os limites constitucionais do Poder Legislativo para regulamentar e proteger a segurança jurídica no país.

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“O Alexandre de Moraes não me cala. Nunca me calou e não vai me calar hoje. O Brasil é um país que não se cala. Lula voltou ao poder, tentaram nos calar, teve gente que se amedrontou, teve gente que foi presa, inclusive, dois símbolos dessa injustiça que eu preciso citar hoje, Filipe Martins e Jair Messias Bolsonaro. Duas pessoas que não se dobraram à injustiça, representando milhares e milhares de brasileiros perseguidos. Mas nós estamos neste 7 de Setembro, Dia da Pátria, reunidos em Porto Alegre, pra dizer que o tempo deles está acabando. O Brasil vai se libertar. Nós somos os verdadeiros donos do Brasil”, afirmou Marcel.