CNMP defere liminar em favor de Van Hattem e Camozzato para garantir continuidade a projeto de R$ 27 bilhões no RS

“Essa decisão confirma que nossa representação estava correta e que houve excessos por parte do Ministério Público ao exigir medidas fora da lei. Órgãos de controle são essenciais, mas não podem ultrapassar seus limites e gerar insegurança jurídica, sob pena de prejudicar a população com investimentos travados e oportunidades perdidas”, destacou Van Hattem.
24 de abril de 2026

Conselho Nacional do Ministério Público suspende recomendações do MPF/RS que ameaçavam maior investimento da história do Rio Grande do Sul

O deputado federal Marcel van Hattem (NOVO-RS) e o deputado estadual Felipe Camozzato (NOVO-RS) conseguiram importante vitória no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O órgão deferiu a tutela de urgência requerida pelos parlamentares e determinou a suspensão dos efeitos das recomendações da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul que ameaçavam o andamento do Projeto Natureza, investimento de R$ 27 bilhões da chilena CMPC.

Na decisão, o conselheiro Edvaldo Nilo de Almeida determina a suspensão das recomendações e notifica a procuradoria para prestar esclarecimentos no prazo de 5 dias sobre as decisões do procurador da República Ricardo Gralha Massia no âmbito do licenciamento ambiental do projeto. A liminar garante a continuidade do empreendimento até análise definitiva.

Para Marcel van Hattem, a decisão reconhece a correção da iniciativa dos parlamentares e delimita os limites de atuação dos órgãos de controle. 

“Essa decisão confirma que nossa representação estava correta e que houve excessos por parte do Ministério Público ao exigir medidas fora da lei. Órgãos de controle são essenciais, mas não podem ultrapassar seus limites e gerar insegurança jurídica, sob pena de prejudicar a população com investimentos travados e oportunidades perdidas”, destacou.

Felipe Camozzato destacou ainda o impacto econômico do projeto e a necessidade de garantir previsibilidade para investimentos dessa magnitude. 

“Estamos falando de um projeto que pode gerar milhares de empregos e impulsionar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. A decisão devolve previsibilidade e reforça o básico: sem segurança jurídica e respeito às regras, não há investimento nem crescimento. Não podemos permitir que excessos criem entraves ao futuro dos gaúchos”, afirmou. 

O Projeto Natureza, da multinacional chilena CMPC, prevê a instalação de uma fábrica de celulose kraft em Barra do Ribeiro, com aportes logísticos e portuários em municípios como Eldorado do Sul, Guaíba e Rio Grande. Com investimento total de R$ 27 bilhões, o projeto é considerado o maior da história do estado e tem o potencial de dinamizar toda a economia da região.

ENTENDA O CASO

A representação dos deputados Marcel van Hattem e Felipe Camozzato junto ao CNPM foi motivada pela atuação do procurador da República Ricardo Gralha Massia no processo de licenciamento do Projeto Natureza. Segundo os parlamentares, as recomendações expedidas passaram a impor exigências sem amparo legal, distorcendo o alcance das normas ambientais. Entre os pontos contestados estão a tentativa de atribuir poder de veto a comunidades indígenas, a ampliação indevida da obrigatoriedade de consulta para áreas de influência indireta e a criação de condicionantes não previstas na legislação ou na Convenção 169 da OIT. Na avaliação dos deputados, trata-se de clara extrapolação de competência, com impacto direto na segurança jurídica e na viabilidade do empreendimento.

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“O Alexandre de Moraes não me cala. Nunca me calou e não vai me calar hoje. O Brasil é um país que não se cala. Lula voltou ao poder, tentaram nos calar, teve gente que se amedrontou, teve gente que foi presa, inclusive, dois símbolos dessa injustiça que eu preciso citar hoje, Filipe Martins e Jair Messias Bolsonaro. Duas pessoas que não se dobraram à injustiça, representando milhares e milhares de brasileiros perseguidos. Mas nós estamos neste 7 de Setembro, Dia da Pátria, reunidos em Porto Alegre, pra dizer que o tempo deles está acabando. O Brasil vai se libertar. Nós somos os verdadeiros donos do Brasil”, afirmou Marcel.