Novo apresentará projeto contra bloqueio imediato de sites nas eleições

A bancada do Novo na Câmara dos Deputados vai apresentar na volta do recesso parlamentar, em fevereiro, um PDL (Projeto de Decreto Legislativo) para anular um acordo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que permite o bloqueio de sites de forma imediata no período eleitoral.
6 de fevereiro de 2024

A proposta de decreto é assinada pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). O Acordo de Cooperação Técnica nº 9 de 2023 firmado por TSE e a Anatel teria como objetivo dar celeridade ao bloqueio de sites em decorrência de decisões judiciais.

No texto em que pede a derrubada do acordo, Van Hattem afirma que a ideia de dar celeridade ao bloqueio “pode resultar em ações precipitadas que comprometam a liberdade de expressão”. Eis a íntegra do projeto (PDF – 48 kB).

“A falta de clareza quanto aos tipos de conteúdo sujeitos a bloqueio é outro ponto crítico. Sem diretrizes claras, decisões arbitrárias ou politicamente motivadas podem ocorrer, gerando um ambiente de medo e autocensura entre cidadãos e a mídia”, diz o deputado.

Projetos de Decreto Legislativo tramitam por comissões ao receberem despacho do presidente da Câmara. Para serem aprovados no plenário da Casa Baixa, são necessários aos menos 257 votos favoráveis.

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“Não faz o menor sentido alguém que foi afastado da sociedade por decisão judicial continuar decidindo o futuro do município, do estado e do Brasil. Isso não é direito, isso é regalia. Preso não pode votar. É um contrassenso, chega a ser ridículo. Quem está afastado da sociedade não pode influenciar os rumos políticos do país”.
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“É uma vitória para os aposentados e derrota para os deputados da base governo Lula, que vinham tentando sabotar a investigação. Vamos ter mais tempo para trabalhar e, principalmente, para concluir o inquérito. Quem contribuiu a vida inteira não pode ficar sem resposta, e agora teremos condições de ir até o fim e responsabilizar quem roubou os aposentados. Não vamos parar enquanto houver um responsável sem prestar contas à sociedade”, afirmou Marcel.