Marcel van Hattem repudia prisão domiciliar de Bolsonaro e cobra impeachment de ministros do STF

"Hoje surgiram provas contundentes de que o 8 de Janeiro foi uma farsa. Alexandre de Moraes orientou e pediu a seus auxiliares, na verdade, cúmplices, que produzissem provas e buscassem evidências de 'crimes políticos', algo que não existe."
4 de agosto de 2025

O deputado federal Marcel van Hattem (NOVO-RS) classificou como “um verdadeiro absurdo” a decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou prisão domiciliar contra o ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (4). “Bolsonaro já estava em casa, com tornozeleira eletrônica, autorizado a sair apenas em horários restritos e impedido de deixar Brasília”, lembra o deputado.

Segundo Van Hattem, a medida teria sido motivada pelas manifestações do último fim de semana e, também, para tentar abafar as revelações da “Vaza Toga”, divulgadas nesta segunda-feira (4):

– Hoje surgiram provas contundentes de que o 8 de Janeiro foi uma farsa. Alexandre de Moraes orientou e pediu a seus auxiliares, na verdade, cúmplices, que produzissem provas e buscassem evidências de “crimes políticos”, algo que não existe, afirmou.

O parlamentar disse que já está articulando com a oposição estratégias para reagir à decisão e reforçou que a pressão popular é fundamental para impedir abusos. “Não vamos permitir nem essa injustiça contra Bolsonaro nem contra qualquer cidadão brasileiro que esteja sendo perseguido e preso de forma ilegal. O impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) precisa ser pautado pelo Senado e a CPI do Abuso de Autoridade instalada na Câmara dos Deputados”, defendeu.

Van Hattem agradeceu aos manifestantes que foram às ruas no domingo e aos jornalistas que revelaram detalhes da “Vaza Toga”. “É graças ao povo na rua que vamos mudar o Brasil. Isso precisa acabar já. Reaja, Brasil!”, concluiu.

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“O Alexandre de Moraes não me cala. Nunca me calou e não vai me calar hoje. O Brasil é um país que não se cala. Lula voltou ao poder, tentaram nos calar, teve gente que se amedrontou, teve gente que foi presa, inclusive, dois símbolos dessa injustiça que eu preciso citar hoje, Filipe Martins e Jair Messias Bolsonaro. Duas pessoas que não se dobraram à injustiça, representando milhares e milhares de brasileiros perseguidos. Mas nós estamos neste 7 de Setembro, Dia da Pátria, reunidos em Porto Alegre, pra dizer que o tempo deles está acabando. O Brasil vai se libertar. Nós somos os verdadeiros donos do Brasil”, afirmou Marcel.