Marcel van Hattem quer ouvir jornalistas e ex-assessor de Moraes na Comissão de Segurança Pública sobre a Vaza Toga

“Está muito claro que as vítimas do 8 de janeiro não tiveram um devido processo legal, elas sofreram perseguição. Imagina manter uma pessoa presa porque um post dele de 2018 tratava sobre a prisão do Lula. É isso que aconteceu. Prenderam centenas de pessoas, colocaram todos na Papuda e, apesar da Procuradoria-Geral da República ter solicitado a soltura de muita gente, Alexandre de Moraes pedia para que seus assessores, inclusive juízes auxiliares, mantivessem essas pessoas presas enquanto não tivessem checado as redes sociais pra ver se não havia manifestação política. Isso é ridículo. Isso é coisa de ditadura."
4 de agosto de 2025

O deputado federal Marcel van Hattem (NOVO-RS) apresentou requerimento na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados para convidar os jornalistas Michael Shellenberger, Alex Gutentag, David Ágape e Eli Vieira para falarem sobre mais um desdobramento da Vaza Toga, reportagens que mostram os abusos ocorridos no processo judicial contra os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. 

“Está muito claro que as vítimas do 8 de janeiro não tiveram um devido processo legal, elas sofreram perseguição. Imagina manter uma pessoa presa porque um post dele de 2018 tratava sobre a prisão do Lula. É isso que aconteceu. Prenderam centenas de pessoas, colocaram todos na Papuda e, apesar da Procuradoria-Geral da República ter solicitado a soltura de muita gente, Alexandre de Moraes pedia para que seus assessores, inclusive juízes auxiliares, mantivessem essas pessoas presas enquanto não tivessem checado as redes sociais pra ver se não havia manifestação política. Isso é ridículo. Isso é coisa de ditadura”, afirmou Marcel.

No requerimento, também está previsto o convite para Eduardo Tagliaferro ex-assessor direto do ministro Alexandre de Moraes, que afirma ter um dossiê que comprovaria uma operação orquestrada para prejudicar a direita nas eleições de 2022.  

Marcel van Hattem defende que a Comissão de Segurança Pública cumpra seu papel institucional de investigar possíveis abusos de autoridade e violações ao Estado de Direito, ouvindo diretamente os envolvidos nas revelações da chamada “Vaza Toga”. O requerimento será analisado nas próximas sessões da comissão.

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“É muito bonito quando você recebe um reconhecimento fora do seu Estado, especialmente quando ele vem de pessoas e instituições que acompanham o nosso trabalho e reconhecem uma atuação firme em defesa da liberdade. Como é o caso do IFL, que tem entre seus fundadores o Salim Mattar, um amigo e uma grande inspiração para todos nós que defendemos a liberdade. Recebo este prêmio com muita gratidão e também com a responsabilidade de continuar fazendo aquilo que acredito ser correto, mesmo quando isso significa enfrentar interesses poderosos ou resistências. A liberdade de expressão, o Estado de Direito e as instituições fortes são conquistas que precisamos defender todos os dias com coragem, independência e coerência”, afirmou Marcel.
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"Não foi coincidência, foi conflito de interesse. A suspensão do edital do Porto de Santos e o impedimento do ministro Bruno Dantas mostram que a fiscalização funciona quando alguém tem coragem de apertar o botão certo. A maracutaia em Brasília parece infinita, mas nós, do partido Novo, vamos continuar cobrando transparência e responsabilização, caso fique comprovada a ilegalidade nesse processo", enfatizou Marcel van Hattem (Novo-RS), um dos autores da representação.