Marcel van Hattem defende a anistia dos presos de 8/1 durante o debate do projeto que limita as decisões individuais de ministros do STF

Na presença de familiares dos presos políticos do 8/1, van Hattem enfatizou a importância de se conhecer a fundo cada caso para individualizar a conduta
12 de setembro de 2024

Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Durante a reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (11/9), o deputado federal Marcel van Hattem (NOVO/RS) voltou a defender a anistia aos perseguidos políticos e a imediata soltura dos presos relacionados à manifestação de 8 de janeiro. O parlamentar enfatizou que é preciso conhecer a fundo cada caso, a fim de individualizar a conduta de cada participante, e não apenas justificar as prisões apenas pelas imagens de televisão que mostraram os atos de vandalismo. 

“Sem a individualização da conduta, parece que todo mundo chegou lá para vandalizar, para quebrar. É essa a imagem que circulou no mundo todo e que está impregnada na mente da maior parte das pessoas que não se interessaram em ver a fundo o processo. A esquerda está usando isso porque são bons na narrativa, na comunicação e na manutenção de um discurso mentiroso”, afirmou o parlamentar do NOVO, ao ver o desespero da esposa de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, um dos presos políticos, réu primário, que morreu no presídio da Papuda em Brasília, mesmo com parecer do Ministério Público Federal por sua soltura e laudo médico alertando para suas comorbidades. “Eu sinto a dor quando vejo alguém sofrendo, não me utilizo da dor de ninguém por que isso seria oportunismo e hipocrisia. Sinto a dor da Jane, quando ela grita aqui dizendo que seu marido não era criminoso”. 

PEC que limita o STF

A reunião deliberativa da CCJC pretendia discutir o mérito e o parecer de Marcel van Hattem à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2021, que limita as decisões monocráticas no Supremo Tribunal Federal (STF) e em outros tribunais superiores. Na última reunião da comissão, após Marcel apresentar o parecer pela admissibilidade da PEC, alguns parlamentares pediram vista. 

A PEC altera a Constituição Federal para dispor sobre os pedidos de vista, declaração de inconstitucionalidade e concessão de medidas cautelares nos tribunais. É considerada de grande importância para o cenário legislativo atual, já que, se aprovada, um único magistrado ou ministro não poderá suspender a eficácia de leis ou atos dos presidentes de outros Poderes. O texto  da proposta também prevê que as decisões que afetam políticas públicas ou criam despesas deverão ser analisadas pelo tribunal completo e que, durante o recesso, um ministro poderá tomar decisões urgentes, mas o plenário precisará revisar o caso em até 30 dias. 

“O que estamos fazendo aqui é tão somente zelar pela nossa atribuição legislativa. Precisamos acabar com decisões de ministros que passam por cima do Parlamento da República Federativa do Brasil. E hoje foi dado mais um passo significativo. Não tardará para que essa proposta seja aprovada e quero comemorar essa aprovação em breve, junto com todos os brasileiros que querem de fato um Brasil pacificado”, afirmou Marcel van Hattem durante a análise do mérito da proposta na comissão. De autoria do senador Oriovisto Guimarães (Podemos/PR), a PEC foi aprovada pelo Senado no ano passado. Agora, segue para tramitação em segundo turno na Câmara dos Deputados. 

Mais notícias

notícias
“É muito bonito quando você recebe um reconhecimento fora do seu Estado, especialmente quando ele vem de pessoas e instituições que acompanham o nosso trabalho e reconhecem uma atuação firme em defesa da liberdade. Como é o caso do IFL, que tem entre seus fundadores o Salim Mattar, um amigo e uma grande inspiração para todos nós que defendemos a liberdade. Recebo este prêmio com muita gratidão e também com a responsabilidade de continuar fazendo aquilo que acredito ser correto, mesmo quando isso significa enfrentar interesses poderosos ou resistências. A liberdade de expressão, o Estado de Direito e as instituições fortes são conquistas que precisamos defender todos os dias com coragem, independência e coerência”, afirmou Marcel.
notícias
"Não foi coincidência, foi conflito de interesse. A suspensão do edital do Porto de Santos e o impedimento do ministro Bruno Dantas mostram que a fiscalização funciona quando alguém tem coragem de apertar o botão certo. A maracutaia em Brasília parece infinita, mas nós, do partido Novo, vamos continuar cobrando transparência e responsabilização, caso fique comprovada a ilegalidade nesse processo", enfatizou Marcel van Hattem (Novo-RS), um dos autores da representação.