Comissão Externa sobre Enchentes no RS convoca reunião para analisar as atividades dos Governos Estadual e Federal pós enchentes

O presidente da Comissão Externa, Marcel van Hattem (NOVO/RS), convocou a reunião no intuito de realizar um balanço do que foi realizado pelo Poder Executivo e analisar os resultados no contexto pós-enchentes no Rio Grande do Sul
8 de outubro de 2024

Fotos: Zeca Ribeiro e Renato Araújo/ Câmara dos Deputados

Na próxima quarta-feira (9/10), a Comissão Externa sobre Danos Causados pelas Enchentes no Rio Grande do Sul (RS) realizará uma reunião para análise das medidas executadas pelos Governos Estadual e Federal no contexto pós-enchentes no Rio Grande do Sul. O evento acontecerá às 10h no Plenário 08 do Anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília. 

“Há uma falsa impressão no restante do país de que a situação do Rio Grande do Sul está resolvida ou, pelo menos, encaminhada, o que está bem distante da realidade, ainda mais agora onde o foco está totalmente voltado para as eleições municipais. O governo federal anunciou muito, mas entregou pouco. A conta não fecha. Nesse contexto, e diante da renovação nas prefeituras e câmaras de vereadores, precisamos realizar um balanço de tudo o que já foi feito até aqui, do que está em andamento e do que ainda pode ser feito para amenizar os prejuízos, recuperar a economia e prevenir novos episódios. Afinal, nosso estado segue em situação de risco diante de novos temporais”, afirmou o presidente da Comissão, deputado federal Marcel van Hattem (NOVO/RS).

Recuperação Lenta

Até hoje, o Rio Grande do Sul ainda sofre com as consequências das recentes enchentes que assolaram o estado. O governo estadual lançou o “Plano Rio Grande” com ações consideradas emergenciais para a reconstrução após a tragédia, além do Fundo Plano Rio Grande (Funrigs), recurso público especial voltado para a implantação ou ampliação da resiliência climática e para o enfrentamento das consequências das enchentes.

No âmbito federal, as ações anunciadas pelo atual governo, como construção de casas temporárias, facilitação do acesso ao crédito e ajuda financeira, estão praticamente paralisadas. Setores como o agronegócio sofrem com dificuldades de recuperação de propriedades e o pagamento de dívidas, além da enorme dificuldade para produção em virtude dos problemas com a fertilidade do solo em decorrência das enchentes.

Além disso, a Secretaria Extraordinária da Presidência da República para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul (SERS) foi criada sob o argumento de que o governo federal estaria mais próximo para solucionar tantos problemas, porém foi extinta sem que as ações tomadas pelo ministro Paulo Pimenta tenham sido percebidas por grande parte da população gaúcha. “É preciso reforçar: a reconstrução do Rio Grande do Sul levará não apenas meses, mas anos de muito trabalho, empenho e união para que possa ocorrer. E ainda requererá muitos recursos federais. Não podemos perder essas ações de vista”, afirmou Marcel van Hattem.

Mais notícias

notícias
“É muito bonito quando você recebe um reconhecimento fora do seu Estado, especialmente quando ele vem de pessoas e instituições que acompanham o nosso trabalho e reconhecem uma atuação firme em defesa da liberdade. Como é o caso do IFL, que tem entre seus fundadores o Salim Mattar, um amigo e uma grande inspiração para todos nós que defendemos a liberdade. Recebo este prêmio com muita gratidão e também com a responsabilidade de continuar fazendo aquilo que acredito ser correto, mesmo quando isso significa enfrentar interesses poderosos ou resistências. A liberdade de expressão, o Estado de Direito e as instituições fortes são conquistas que precisamos defender todos os dias com coragem, independência e coerência”, afirmou Marcel.
notícias
"Não foi coincidência, foi conflito de interesse. A suspensão do edital do Porto de Santos e o impedimento do ministro Bruno Dantas mostram que a fiscalização funciona quando alguém tem coragem de apertar o botão certo. A maracutaia em Brasília parece infinita, mas nós, do partido Novo, vamos continuar cobrando transparência e responsabilização, caso fique comprovada a ilegalidade nesse processo", enfatizou Marcel van Hattem (Novo-RS), um dos autores da representação.