Comissão de Constituição e Justiça aprova parecer de Marcel van Hattem pela admissibilidade do projeto que limita as decisões monocráticas de ministros do STF

Para o parlamentar do NOVO, a PEC 8/2021 representa um avanço significativo rumo à pacificação política e ao fortalecimento das instituições democráticas no Brasil
9 de outubro de 2024

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (9/10), o parecer do deputado federal Marcel van Hattem (NOVO/RS) pela admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2021. A PEC tem como objetivo limitar as decisões monocráticas no Supremo Tribunal Federal (STF) e em outros tribunais superiores, fortalecendo a necessidade de decisões colegiadas. Na última reunião da comissão, a discussão da matéria foi concluída depois de três sessões de debate, porém a votação foi suspensa por acordo.

Em sua essência, a proposta busca alterar a Constituição Federal para impedir que um único magistrado suspenda a eficácia de leis ou atos dos presidentes de outros Poderes, determinando que temas de grande relevância, como políticas públicas ou medidas que envolvam gastos públicos, sejam decididos pelo tribunal completo. A PEC dispõe sobre os pedidos de vista, declaração de inconstitucionalidade e concessão de medidas cautelares nos tribunais. Além disso, em situações de urgência durante o recesso, decisões monocráticas poderão ser tomadas, mas deverão ser revisadas pelo plenário em até 30 dias.

Ao encaminhar a matéria para a votação, Marcel enfatizou a relevância da proposta para restabelecer o respeito ao papel constitucional do Poder Legislativo. “Agora aqui na CCJC, dá-se a oportunidade a este plenário decidir sobre a pertinência, em respeito ao mandato parlamentar, em respeito a cada uma de nós, deputados. Não é possível que passemos meses, às vezes anos debatendo uma matéria que tramitou em comissões e em duas casas legislativas, e um único ministro tenha em sua caneta o poder de suspender a validade de uma legislação aprovada pela democracia brasileira! Não é função do STF legislar, nem tão pouco um único ministro desfazer o que foi feito por 594 membros do legislativo nacional em maioria”, afirmou van Hattem defendendo o mandato parlamentar.

Impeachment de Moraes

Van Hattem reiterou a cobrança aos senadores no sentido de priorizar os diversos pedidos de impeachment protocolados no Senado contra o ministro Alexandre de Moraes. “Nós vínhamos já, há muito tempo, cobrando do Senado que fizesse o seu papel em relação ao Supremo Tribunal Federal, não somente nesse tema, como também estamos fazendo a cobrança – e não só a oposição mas muitos outros brasileiros – sobre a abertura dos inúmeros pedidos de processo de impeachment que se encontram parados hoje no Senado e que precisam da avaliação dos senadores. É importante que haja manifestação contra ou a favor”, disse.

De autoria do senador Oriovisto Guimarães (Podemos/PR), a PEC já passou pelo crivo do Senado Federal em primeiro turno. Admitida pela CCJ, agora o presidente da Câmara dos Deputados irá designar uma Comissão Especial para examinar o mérito da proposição. Após isso, a PEC seguirá para tramitação no Plenário. “Sou contra as decisões fascistas monocráticas, antidemocráticas, golpistas, racistas, misóginas, por isso sou absolutamente a favor de acabar com as decisões monocráticas que quer dizer governo de um, sou contra qualquer tipo de autoritarismo e abuso de autoridade, contra a tirania e contra todos aqueles que se acham democráticos acima da verdadeira democracia expressada no Congresso Nacional”, comemora o relator da proposta.

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“É muito bonito quando você recebe um reconhecimento fora do seu Estado, especialmente quando ele vem de pessoas e instituições que acompanham o nosso trabalho e reconhecem uma atuação firme em defesa da liberdade. Como é o caso do IFL, que tem entre seus fundadores o Salim Mattar, um amigo e uma grande inspiração para todos nós que defendemos a liberdade. Recebo este prêmio com muita gratidão e também com a responsabilidade de continuar fazendo aquilo que acredito ser correto, mesmo quando isso significa enfrentar interesses poderosos ou resistências. A liberdade de expressão, o Estado de Direito e as instituições fortes são conquistas que precisamos defender todos os dias com coragem, independência e coerência”, afirmou Marcel.
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"Não foi coincidência, foi conflito de interesse. A suspensão do edital do Porto de Santos e o impedimento do ministro Bruno Dantas mostram que a fiscalização funciona quando alguém tem coragem de apertar o botão certo. A maracutaia em Brasília parece infinita, mas nós, do partido Novo, vamos continuar cobrando transparência e responsabilização, caso fique comprovada a ilegalidade nesse processo", enfatizou Marcel van Hattem (Novo-RS), um dos autores da representação.