Van Hattem ironiza suspensão e exibe “Certificado de Honra” no plenário da Câmara dos Deputados

“Se estão absolvendo corruptos e punindo inocentes, isso é uma medalha”, declarou. No certificado exibido, consta a frase: “Prefiro perder com honra do que vencer com indignidade. Sigo até o fim pela democracia, justiça e liberdade”, afirmou.
7 de maio de 2026

Durante discurso no plenário da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (7), o deputado federal Marcel van Hattem (NOVO-RS) exibiu, em tom de ironia, um quadro intitulado “certificado de honra perseguido pelo sistema”, em alusão à decisão do Conselho de Ética que determinou a suspensão de seu mandato por dois meses.

Ao apresentar o quadro no plenário, Marcel afirmou que a punição representa, na prática, uma “medalha de honra”.

“Se estão absolvendo corruptos e punindo inocentes, isso é uma medalha”, declarou. No certificado exibido, consta a frase: “Prefiro perder com honra do que vencer com indignidade. Sigo até o fim pela democracia, justiça e liberdade”, afirmou.

Durante a fala, Van Hattem agradeceu as manifestações de apoio recebidas de todo o país, destacando especialmente a solidariedade do povo gaúcho e de parlamentares aliados. Segundo ele, o volume de mensagens reforça que há uma mobilização em defesa da justiça e do equilíbrio entre os Poderes.

O deputado voltou a criticar a decisão do Conselho de Ética, classificando-a como “espúria” e afirmando que a punição decorre de uma atuação legítima em defesa do Congresso Nacional. Van Hattem também comparou seu caso a outros episódios envolvendo parlamentares, afirmando haver tratamento desigual. Segundo ele, situações mais graves teriam sido arquivadas ou não punidas, enquanto que a manifestação da oposição, que foi constitucional e pacífica, resultou em sanção.

Van Hattem anunciou que recorrerá da decisão à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, se necessário, ao plenário da Câmara. Ele afirmou confiar na reversão da medida e defendeu a restauração do que considera ser o direito à livre manifestação parlamentar.

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“O Alexandre de Moraes não me cala. Nunca me calou e não vai me calar hoje. O Brasil é um país que não se cala. Lula voltou ao poder, tentaram nos calar, teve gente que se amedrontou, teve gente que foi presa, inclusive, dois símbolos dessa injustiça que eu preciso citar hoje, Filipe Martins e Jair Messias Bolsonaro. Duas pessoas que não se dobraram à injustiça, representando milhares e milhares de brasileiros perseguidos. Mas nós estamos neste 7 de Setembro, Dia da Pátria, reunidos em Porto Alegre, pra dizer que o tempo deles está acabando. O Brasil vai se libertar. Nós somos os verdadeiros donos do Brasil”, afirmou Marcel.