“Preso não pode decidir o futuro do Brasil”, afirma Van Hattem

“Não faz o menor sentido alguém que foi afastado da sociedade por decisão judicial continuar decidindo o futuro do município, do estado e do Brasil. Isso não é direito, isso é regalia. Preso não pode votar. É um contrassenso, chega a ser ridículo. Quem está afastado da sociedade não pode influenciar os rumos políticos do país”.
25 de março de 2026

A emenda do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) que proíbe o voto de presos foi sancionada e agora é lei. A medida, incluída no Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, corrige uma distorção que por anos gerou indignação na sociedade. Até então, presos provisórios, mesmo privados de liberdade, ainda podiam votar.

Autor da proposta, Van Hattem sempre denunciou o absurdo da situação.

“Não faz o menor sentido alguém que foi afastado da sociedade por decisão judicial continuar decidindo o futuro do município, do estado e do Brasil. Isso não é direito, isso é regalia. Preso não pode votar. É um contrassenso, chega a ser ridículo. Quem está afastado da sociedade não pode influenciar os rumos políticos do país”.

A nova lei impede o alistamento eleitoral de pessoas presas e determina o cancelamento do título de eleitor nesses casos, colocando fim a um privilégio que não se sustentava diante da realidade.

Agora, com a sanção, a proposta de Marcel vira lei e marca uma vitória do bom senso, corrigindo uma distorção histórica.

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“O Alexandre de Moraes não me cala. Nunca me calou e não vai me calar hoje. O Brasil é um país que não se cala. Lula voltou ao poder, tentaram nos calar, teve gente que se amedrontou, teve gente que foi presa, inclusive, dois símbolos dessa injustiça que eu preciso citar hoje, Filipe Martins e Jair Messias Bolsonaro. Duas pessoas que não se dobraram à injustiça, representando milhares e milhares de brasileiros perseguidos. Mas nós estamos neste 7 de Setembro, Dia da Pátria, reunidos em Porto Alegre, pra dizer que o tempo deles está acabando. O Brasil vai se libertar. Nós somos os verdadeiros donos do Brasil”, afirmou Marcel.