Marcel van Hattem intervém e leilão para importação de arroz é suspenso pelo Governo Federal

Após insistência e iniciativa do deputado do NOVO e de parlamentares da Oposição em revelar irregularidades em todo o processo de compra do arroz, o presidente da Conab anunciou a anulação dos lotes arrematados em leilão
11 de junho de 2024

Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados

Nesta terça-feira (11/6), o governo federal anunciou a anulação de lotes arrematados no leilão para a compra pública de 263,37 mil toneladas de arroz. A medida se deu após a insistência e iniciativa do deputado federal Marcel van Hattem (NOVO/RS) e de parlamentares da Oposição em expor as irregularidades do processo e as empresas suspeitas que ganharam com indícios de direcionamento do certame e restrição de competitividade. Em coletiva de imprensa, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, e os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, anunciaram a anulação.

“As quatro empresas que ganharam, não disputaram entre si em lote nenhum. Todas elas levaram o lote. Dos 28 lotes, 17 foram arrematados e 11 ficaram para trás. Não teve competição, o que há indícios de cartel. Teve uma locadora de carros e de máquinas, uma sorveteira, tem dirigente partidário como sócio de empresa e uma queijaria no interior do Macapá importando arroz. Não é curioso, na verdade é criminoso. Pelo que estamos vendo aí, foi tudo pensado realmente para roubar dinheiro público”, afirmou Marcel van Hattem, um dos proponentes da ação popular ajuizada contra a União e a Conab.

Em liminar, a Justiça Federal da 4ª Região de Porto Alegre havia suspendido na quarta-feira passada (5/6) a possibilidade de ser realizado o leilão, a pedido de van Hattem, dos deputados federais Lucas Redecker (PSDB/RS) e Afonso Hamm (PP/RS), e dos deputados estaduais Felipe Camozzato (NOVO/RS) e Marcus Vinícius (PP/RS). Além disso, Marcel e os deputados federais da bancada do NOVO, Adriana Ventura (SP) e Gilson Marques (SC), entraram com uma representação contra a possível fraude no Tribunal de Contas da União (TCU). A União recorreu e a liminar foi suspensa pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Os parlamentares apresentaram um recurso, porém o leilão foi realizado na quinta-feira (6/6) sob a justificativa da União de evitar a especulação de preços diante da tragédia no Rio Grande do Sul (RS). O Estado produz 70% da produção nacional. Entidades do agronegócio reiteraram que a compra era desnecessária, haja vista que o RS já havia colhido quase toda a safra.

“O leilão do arroz, que muita gente chama de “Tia Janja” ou “Tio Ladrão “, finalmente foi anulado depois de todo o movimento que fizemos. Temos a notícia de que o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, pediu demissão pois havia envolvimento do ex-assessor e de seu filho nessa história toda, ou seja, uma maracutaia das grandes era o que provavelmente aconteceria. Esta compra não precisaria ser feita e, se acontecesse, seria extremamente prejudicial aos cofres públicos. Para o próprio governo do PT anular é porque estava na cara demais o absurdo que era”, enfatizou Marcel van Hattem. 

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“O Alexandre de Moraes não me cala. Nunca me calou e não vai me calar hoje. O Brasil é um país que não se cala. Lula voltou ao poder, tentaram nos calar, teve gente que se amedrontou, teve gente que foi presa, inclusive, dois símbolos dessa injustiça que eu preciso citar hoje, Filipe Martins e Jair Messias Bolsonaro. Duas pessoas que não se dobraram à injustiça, representando milhares e milhares de brasileiros perseguidos. Mas nós estamos neste 7 de Setembro, Dia da Pátria, reunidos em Porto Alegre, pra dizer que o tempo deles está acabando. O Brasil vai se libertar. Nós somos os verdadeiros donos do Brasil”, afirmou Marcel.