Marcel van Hattem aciona STF por suspeita de violação de sigilo em investigações da CPMI do INSS

“É grave que informações sigilosas cheguem a parlamentares de forma seletiva e sem respaldo judicial. Isso compromete a credibilidade das instituições e prejudica a própria investigação. Estamos acionando o STF justamente para que sejam apuradas responsabilidades”
18 de setembro de 2025

O deputado federal Marcel van Hattem (NOVO-RS) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma representação solicitando investigação sobre possível crime de violação de sigilo funcional relacionado às investigações da CPMI do INSS. O pedido foi direcionado ao ministro André Mendonça no âmbito da Operação Sem Desconto, por ser o relator da ação no STF.

A iniciativa surgiu após declarações feitas durante reunião da Comissão, na segunda-feira (15), quando o senador Cid Gomes (PSB-CE) afirmou ter recebido telefonema alertando que a convocação de determinadas testemunhas poderia prejudicar ações em andamento da Polícia Federal. Além disso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) declarou em entrevista que haveria tratativas de delação premiada do chamado “Careca do INSS”. 

“É grave que informações sigilosas cheguem a parlamentares de forma seletiva e sem respaldo judicial. Isso compromete a credibilidade das instituições e prejudica a própria investigação. Estamos acionando o STF justamente para que sejam apuradas responsabilidades”, afirmou Marcel van Hattem.

Na representação, o deputado pede que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a abertura de inquérito, que sejam preservadas provas eletrônicas e físicas relacionadas ao episódio e que a Polícia Federal seja acionada para conduzir diligências. Também solicita a proteção das informações sensíveis, de modo a não comprometer o andamento das investigações e a segurança de eventuais colaboradores e investigados.

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“O Alexandre de Moraes não me cala. Nunca me calou e não vai me calar hoje. O Brasil é um país que não se cala. Lula voltou ao poder, tentaram nos calar, teve gente que se amedrontou, teve gente que foi presa, inclusive, dois símbolos dessa injustiça que eu preciso citar hoje, Filipe Martins e Jair Messias Bolsonaro. Duas pessoas que não se dobraram à injustiça, representando milhares e milhares de brasileiros perseguidos. Mas nós estamos neste 7 de Setembro, Dia da Pátria, reunidos em Porto Alegre, pra dizer que o tempo deles está acabando. O Brasil vai se libertar. Nós somos os verdadeiros donos do Brasil”, afirmou Marcel.