“Lula trai os princípios da diplomacia brasileira”, afirma Marcel van Hattem

“É inaceitável que o chefe de Estado brasileiro se preste ao papel de legitimar, de forma simbólica e política, um regime autoritário responsável por graves violações dos direitos humanos. Lula, ao participar de um evento marcado pela presença de ditadores e ao ostentar um símbolo usado para justificar guerras e agressões, trai os princípios da diplomacia brasileira, que sempre prezou pela paz, pela liberdade e pela soberania dos povos.”
22 de maio de 2025

Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprova Moção de Repúdio contra Lula por apoio a regime autoritário russo

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (22), Moção de Repúdio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em razão de sua participação no desfile militar da Rússia, em Moscou, no início de maio. A proposta é de autoria do deputado federal Marcel van Hattem (NOVO-RS).

O documento expressa forte condenação ao gesto do presidente brasileiro, que, além de comparecer ao evento — tradicionalmente usado pelo Kremlin para exaltar seu poderio militar —, ostentou a fita de São Jorge, símbolo militar russo associado diretamente à propaganda de guerra do regime de Vladimir Putin.

“É inaceitável que o chefe de Estado brasileiro se preste ao papel de legitimar, de forma simbólica e política, um regime autoritário responsável por graves violações dos direitos humanos. Lula, ao participar de um evento marcado pela presença de ditadores e ao ostentar um símbolo usado para justificar guerras e agressões, trai os princípios da diplomacia brasileira, que sempre prezou pela paz, pela liberdade e pela soberania dos povos”, criticou Marcel van Hattem.

A moção destaca que a presença de Lula ao lado de ditadores como Vladimir Putin (Rússia), Nicolás Maduro (Venezuela), Miguel Díaz-Canel (Cuba) e Aleksandr Lukashenko (Belarus), é uma manifestação explícita de alinhamento de Lula com regimes autoritários e uma afronta aos valores que sustentam a ordem democrática internacional.

“O Brasil não pode se tornar cúmplice de ditaduras e de ofensivas contra a liberdade. A diplomacia brasileira, que historicamente se guiou pela defesa da paz, está sendo destruída e substituída por uma política externa que flerta abertamente com autoritarismos. É nosso dever denunciar esse absurdo e mostrar ao mundo que Lula não fala em nome de todos os brasileiros”, completou o deputado.

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“O Alexandre de Moraes não me cala. Nunca me calou e não vai me calar hoje. O Brasil é um país que não se cala. Lula voltou ao poder, tentaram nos calar, teve gente que se amedrontou, teve gente que foi presa, inclusive, dois símbolos dessa injustiça que eu preciso citar hoje, Filipe Martins e Jair Messias Bolsonaro. Duas pessoas que não se dobraram à injustiça, representando milhares e milhares de brasileiros perseguidos. Mas nós estamos neste 7 de Setembro, Dia da Pátria, reunidos em Porto Alegre, pra dizer que o tempo deles está acabando. O Brasil vai se libertar. Nós somos os verdadeiros donos do Brasil”, afirmou Marcel.