“Isso é uma vergonha!”, afirma Marcel van Hattem sobre reajuste insuficiente proposto pelo governo Lula para o MEI

“O que o Lula fez essa semana foi uma demagogia. Está querendo sequestrar uma pauta que há anos ele tem negligenciado e que o Parlamento tem defendido. Em vez de fazer aquilo que nós aprovamos no projeto original, de no mínimo ir para R$ 140 mil, está prometendo R$ 110 mil no ano que vem para o MEI. Isso é uma vergonha. A atualização do Simples também tem de estar junto com a atualização do MEI, tem que ser aumento das duas”, afirmou.
1 de julho de 2026

Durante sessão solene em homenagem ao Dia Nacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas, realizada na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (1º), o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) chamou de demagógica e insuficiente a proposta do governo Lula sobre a atualização do limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI).   Segundo Marcel, o teto do MEI está congelado há sete anos e precisa ser reajustado para corrigir as perdas provocadas pela inflação. O parlamentar também defendeu que a atualização alcance simultaneamente os limites do Simples Nacional.

“O que o Lula fez essa semana foi uma demagogia. Está querendo sequestrar uma pauta que há anos ele tem negligenciado e que o Parlamento tem defendido. Em vez de fazer aquilo que nós aprovamos no projeto original, de no mínimo ir para R$ 140 mil, está prometendo R$ 110 mil no ano que vem para o MEI. Isso é uma vergonha. A atualização do Simples também tem de estar junto com a atualização do MEI, tem que ser aumento das duas”, afirmou.

Durante sua fala, Marcel também defendeu um modelo de jornada de trabalho baseado na liberdade de escolha entre empregadores e trabalhadores. Para o deputado, o debate sobre o fim da escala 6×1 deve garantir que cada pessoa possa optar pelo modelo que melhor atenda às suas necessidades, sem imposições do Estado.

“O erro do debate é querer proibir quem quer trabalhar 4×3, 5×2, 7×0, de fazê-lo. Essa é a grande discussão que o Brasil precisa fazer, dar liberdade para que cada pessoa escolha como quer trabalhar”, afirmou.

O parlamentar destacou ainda que a proposta em discussão no Senado Federal sobre a flexibilização da jornada de trabalho segue essa direção ao permitir diferentes formatos de escala, respeitando a autonomia de trabalhadores e empreendedores.

Ao encerrar o pronunciamento, Marcel homenageou os micro e pequenos empreendedores brasileiros, destacando que muitos dedicam diariamente seu trabalho à geração de empregos, renda e oportunidades, mesmo diante de um ambiente tributário complexo e burocrático.

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“O Alexandre de Moraes não me cala. Nunca me calou e não vai me calar hoje. O Brasil é um país que não se cala. Lula voltou ao poder, tentaram nos calar, teve gente que se amedrontou, teve gente que foi presa, inclusive, dois símbolos dessa injustiça que eu preciso citar hoje, Filipe Martins e Jair Messias Bolsonaro. Duas pessoas que não se dobraram à injustiça, representando milhares e milhares de brasileiros perseguidos. Mas nós estamos neste 7 de Setembro, Dia da Pátria, reunidos em Porto Alegre, pra dizer que o tempo deles está acabando. O Brasil vai se libertar. Nós somos os verdadeiros donos do Brasil”, afirmou Marcel.