Emendas de Marcel van Hattem para anistiar totalmente a dívida do RS ou os parcelamentos com a União são reapresentadas por Mourão no Senado

No plenário da Câmara Federal, o parlamentar do NOVO apresentou duas emendas ao projeto do Poder Executivo. Uma para anistiar as parcelas de dívida a vencer do estado e dos municípios gaúchos durante três anos e a outra para anistiar toda a dívida do RS, que hoje gira em torno de R$ 98 bilhões.
15 de maio de 2024

Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados

As emendas apresentadas pelo deputado federal Marcel van Hattem (NOVO/RS) ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 85/24, do Poder Executivo, que pretendiam anistiar toda a dívida do Rio Grande do Sul (RS) e, em segundo caso, as parcelas de dívida a vencer do RS e dos municípios gaúchos, foram reapresentadas pelo senador Hamilton Mourão (REPUBLICANOS/RS), na apreciação da proposta, em segundo turno, no Senado Federal. A votação do PLP está prevista para a tarde desta quarta-feira (15/5).


Na noite de ontem, em primeiro turno, o Plenário da Câmara Federal concluiu a votação do PLP, rejeitando os destaques apresentados pelo parlamentar do NOVO. “Lamentável! A votação foi apertada: foram 226 contra e 215 a favor da nossa emenda. Faltaram só 42 votos. Mais de 70 deputados não votaram ontem. Uma tristeza ver, inclusive, deputados do Rio Grande do Sul votando contra. Mas a grande maioria da Bancada Gaúcha votou a favor da anistia. Quero agradecer ao senador Mourão pelo seu compromisso com o Estado ao reapresentar essas emendas. Agora no Senado, teremos uma segunda chance. Precisarão de 41 votos para serem aprovadas. O Rio Grande do Sul precisa e urgente”, explicou van Hattem.


Hoje, a dívida do RS com a União gira em torno de R$ 98 bilhões. Em parcelas, o valor mensal é de R$ 11 bilhões de reais. A proposta do Planalto aprovada suspende os pagamentos de 36 parcelas da dívida do RS, para que o dinheiro seja aplicado em ações de enfrentamento da situação de calamidade pública provocada pelas chuvas nas últimas semanas. O benefício aprovado vale para qualquer ente federativo em mesmas condições. Marcel explica que o projeto isenta o RS por três anos, isenta os juros, mas, após esse período, o Estado deverá pagar a dívida de qualquer maneira. 

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“O Alexandre de Moraes não me cala. Nunca me calou e não vai me calar hoje. O Brasil é um país que não se cala. Lula voltou ao poder, tentaram nos calar, teve gente que se amedrontou, teve gente que foi presa, inclusive, dois símbolos dessa injustiça que eu preciso citar hoje, Filipe Martins e Jair Messias Bolsonaro. Duas pessoas que não se dobraram à injustiça, representando milhares e milhares de brasileiros perseguidos. Mas nós estamos neste 7 de Setembro, Dia da Pátria, reunidos em Porto Alegre, pra dizer que o tempo deles está acabando. O Brasil vai se libertar. Nós somos os verdadeiros donos do Brasil”, afirmou Marcel.